24-icone-mackenzie-300x300Sete horas da manhã, cansado, com frio, chego no Mackenzie e vejo um exército de homens de terno entregando um livrinho. Quando um deles chega muito além da distância corporal civilizada (encostando o livro na minha barriga), olho direito e descubro que é uma bíblia, recuso educadamente. O olhar do homem ao me ver recusar me faz rir até agora: “como você pode recusar uma bíblia?”. Pois é, eu sinceramente não preciso disso.

No fundo, no fundo, não há nada de errado em entregar bíblias em uma universidade presbiteriana, mas isso não torna a situação menos vexatória. Vi bíblias abandonadas no chão, nos bancos, nos refeitórios, só não conferi nos lixos. Pobres presbíteros, se soubessem o ridículo por que passaram. Eles não perceberam que a “elite universitária” deu as costas para Deus. Hoje, até pode-se acreditar n’Ele, mas isso é absolutamente desnecessário. No país dos católicos não praticantes, a religião na alta classe tornou-se item opcional. Isso não vale para as classes menos favorecidas, onde se torna uma ferramenta para suportar a existência, um platonismo barato que justifica a dor do cotidiano.

Enfim, esforço em vão. Mesmo que eles apanhem ao menos uma ovelha desgarrada, esta atitude serviu basicamente de motivo de piada e estranha curiosidade por parte de todo o resto. Talvez não, vi um aluno “pregando a palavra”, lendo a bíblia em voz alta mas em tom de rap e com um beat box no fundo. Isto me rendeu boas risadas.

Termino com um trecho bíblico valioso:

“Essas coisas tornam o homem impuro; mas o comer sem lavar as mãos não o torna impuro.” Mateus 15,20.

biblia

Escrito por Rafael Trindade

Artesão de mim, habito a superfície da pele.

28 comentários

  1. As Biblias entregues na faculdade são de iniciativa da Gidões Internacionais no Brasil, um grupo cujo objetivo é divulgar o cristianismo através da entrega gratuita de biblias, cristões em geral, com ou sem vinculos com a universidade. Você com certeza não foi hipócrita ao recusar a biblia sendo ateu, porém outros são e parece que para eles faz algum sentido receber algo para depois abandonar, todo mundo viu que o que estava sendo entregue era uma biblia. Você fala sobre o que viu, mas não tem como saber qual foi a reação de todos que receberam o livro, seu julgamento é parcial, meu caro.
    Existem muitos alunos cristões, presbiterianos ou não na universidade, e com certeza muitos receberam de coração aberto. Se você tem tanto dó dos presbiterianos, por que estuda numa universidade presbiteriana? Por que não tenta entrar numa publica?
    Mais vale um cristianismo que parece tão sem sentido para alguns, sendo que isso da significado para a vida de muitos, sejam eles quem forem e de que religião forem, do que um niilismo boçal que vai do nada para lugar nenhum. O que você faz de bom pelo mundo e pelo próximo? Esse blog?

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    1. Sim, minha opinião é parcial, este blog é parcial, “não existem fatos, apenas interpretações de fatos” (alguns realmente têm dificuldade em entender isso).
      Este blog não é niilista, leia mais…. pode ler apenas o “sobre o blog”, já é o bastante.

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      1. Acho engraçado como falar de um ateu, um homossexual, um negro ou qualquer outra pessoa é encarado como preconceito, mas ficar criticando, sem fundamento, a religião não é visto desta forma. Não vi ninguém com um porrete na mão obrigando os alunos a pegar a bíblia, qualquer um poderia e tinha o direito de recusar. Então, assim como vocês vivem pedindo respeito por todas as outras causas, respeitem a religião e as pessoas que nela acreditam. Se tivessem esfregando panfletos de mais um balada mackenzista na cara das pessoas ninguém estaria aqui discutindo o quanto isso é ridículo e o quanto forçaram as pessoas a pegar os panfletos, pois eu vejo inúmeros panfletos “abandonados nos bancos, no chão, isso porq nunca olhei no lixo”. Por favor deixem de ser ridículos, tem tanta coisa importante p discutir e você postando no blog a distribuição de bíblias no mackenzie. Não sei se você percebeu, mas está estudando em uma universidade presbiteriana.

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  2. Totalmente de acordo, pensei exatamente a mesma coisa à respeito disso hoje. Nem acreditei quando li esse post, que felizmente, um amigo compartilhou no Facebook.

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  3. Rafa, eu não gostei do seu texto de hoje, achei agressivo e ignorante com quem declara a fé em Deus. Muitas vezes você cita Deus como algo descartável para o homem como se hoje vivessemos uma sociedade em que não se precisa mais de “crenças como essas” como se Deus fosse apenas uma crença, para quem nunca o provou pode até ser, mas para quem o prova dia a dia Ele se torna mais que uma crença Ele é real, não só um Deus relatado em um livro, mas um Deus vivo. Você sabe que eu gosto muito de você e te respeito demais, te acho um cara incrível, mas da próxima vez que você for pensar em assuntos como esse se lembre que assim como você tem motivos para não crer em Deus e nem na sua palavra, existem pessoas que creem. E que Deus usa um cara entregando bíblia na porta de uma faculdade aonde Ele perdeu seu espaço nem que seja para tocar em uma só pessoa. Não diga que o evangelho hoje só serve para classes menos favorecidas, isto soa muito preconceituoso! Espero que você entenda o meu ponto de vista 🙂 beijo Rafa

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    1. concordo que o texto é agressivo. Infelizmente não vou conseguir agradar sempre, mas este blog é francamente ateu e há poucas chances de mudar. Minha intenção não era ofender, mas certamente provocar. Deus é um item opcional e não essencial para a felicidade, isto é fato. A maioria dos religiosos se encontram em regiões pobres, fato. Mas para aqueles que necessitam e são felizes com Ele, ok … por mim tudo bem. Nunca tentei te “evangelizar” ateísta, e você o mesmo comigo, isso é bom. Mas a discussão é sempre válida.

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      1. Apenas instigando à reflexão: “não existem fatos , só interpretação de fatos” (Rafael Trindade).”Deus é um item opcional e não essencial para a felicidade, isto é fato”( Rafael Trindade) Se existem fatos e não só interpretações de fatos existem fatos que ocorreram de verdade, existe então uma verdade ?”Deus é um item opcional e não essencial para a felicidade, isto é fato”. Se isso é um fato é pq não é uma mentira, é uma verdade. Existe uma verdade então ? De onde ela vem ?Se cada um decidir a sua isso será apenas interpretação e não fato.

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  4. Gostaria de colocar minha opinião , assim como o dono do blog colocou a sua .E quando a coloco por favor entendam que é uma colocação sem ataques , somente entendo que se o blog está aí para quem quiser comentar eu tenho esse direito. Penso que devemos debater idéias e não desqualificar pessoas à primeira vista, portanto não pretendo desqualificar o escritor do blog. Gostaria de dizer que para nós cristãos não nos importa se formos por vezes formos uma piada ou ridículos. Isto é, se o formos por motivos relevantes como por distribuir Bíblias. Se o formos por obedecer a Deus e fazer algo bom. Pois acreditamos que mesmo que tivermos que passar por “idiotas que acreditam na Bíblia” se uma única pessoa ler e entender sua real mensagem isso vale todo o esforço e todo o ridículo do mundo.( até porque de acordo com nossa fé essa idéia de que somos ridúculos por destribuir Bíblias não é verdadeira , em oposição a idéia dos demais- e os demais tem direito de pensar que somos) Concordo com o dono do blog qdo ele expressa sua opinião dizendo educadamente que não quer receber uma Bíblia, vc tem seu direito de escolher oq quer ou não quer. No entanto é possível entender a frase do Gideão qdo ele diz : vc não quer uma Bíblia ? Pois para nós essa é uma grande preciosidade e um verdadeiro cristão se sente sinceramente triste qdo alguém não a recebe. Importante ressaltar ainda que entre qualquer agrupamento de “cristãos” podem existir pessoas pregam uma coisa e vivem outra , o que chamariam ( nós e os demais) de moralismo barato. Exemplo disso seria alguém que entrega Bíblias não pq quer q a mensagem de Deus seja conhecida , mas por outros interesses como “arrumar briga” com pessoas de outras crenças, desrespeitá-las etc etc etc)Todavia , destaco que para nós, de acordo com nossa fé embasada na própria Bíblia nem todos que se dizem cristãos realmente o são. Não vou citar passagens Bíblicas aqui para não me estender muito. Mas digo isso apenas para que possam entender que concordamos com ateus, agnósticos ou pessoas de outras religiões qdo dizem que os” cristãos” falam mas não fazem .Nós não podemos dizer se essas pessoas são realmente cristãs,acreditamos que só Deus pode, mas ainda que pudéssemos , a própria Bíblia diz que cristãos ainda são pecadores e erram . Cristãos não são perfeitos. O que acontece é que se viverem num estilo de vida que chamamos de pecado (contra Deus e contra os outros ) constantemente e deliberadamente ( se não se entristecerem sinceramente no íntimo por terem pecado) não são verdadeiramente cristãos.Portanto Gideões que entregam Bíblias podem sob o nosso ponto de vista serem cristãos verdadeiros ou não , podem estar pecando naquele momento ou não , não cabe a nós (nós cristãos ) definirmos quem é ou não é cristão, Deus é que sabe . Portanto não é possível colocar todos os que dizem ser cristãos como “farinha do mesmo saco” chamando o cristianismo pregado nas classes menos favorecidas de platonismo barato.Podem existir verdadeiros cristãos e falsos cristãos em todos os lugares.Gostaria ainda de deixar mais uma última reflexão para quem possa se interessar nela. Blogs , praticas profissionais , ou qualquer atividade humana se baseiam em valores. Qdo criticamos qualquer coisa estamos defendendo um valor , poderia dizer que esse blog pretende defender o valor do conhecimento por exemplo, ou da dignidade humana. Onde esses valores se fundamentam, isto é , em última instância dizer que algo é positivo ou negativo tem que ter uma base, um porque, porque isso é relevante, importante Exemplo: Deve ser reconhecida a legitimidade ou a dignidade da vida humana PORQUE …. Minha reflexão é : Por quê este blog defende ideais ? Se vc for sincero com vc mesmo e se despir dos preconceitos chegará em um ponto de onde procedem todas as formulações de positivo, negativo, bom , mau, justo , injusto. Permita-se fazer essa reflexão , vc não perderá nada com isso. Obrigada por ter esse espaço de discussão !

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  5. Acreditar em um deus ou, mais especificamente, em Jesus, não tem nada a ver com a absoluta falta de mentalidade crítica que há em ler um LIVRO, qualquer que seja, e tomá-lo por sagrado. Pessoas exatamente como nós escreveram a bíblia, com seus conhecimentos e preconceitos (sem fazer julgamento de valor sobre isso), além de interesses próprios. Considerando ainda que a bíblia já foi traduzida uma porrada de vezes, a mensagem fica ainda mais deturpada. Porém, dureza mesmo é ver jovens de 20 a 30 anos buscando, em 2013, ensinamentos sobre o nosso comportamento, atitudes e valores éticos em um livro escrito há 2 mil anos. Isso, simplesmente, é um absurdo sem pé nem cabeça. Aos que já “sentiram a presença de deus”: não critico a experiência que podem ter tido, mas querer “encaixar” essa experiência divina em um conjunto de preceitos de uma relíquia arqueológica é falta, repito, de mentalidade crítica – se deus existe, ele é do jeito que a gente quiser, com valores de bondade, solidariedade, justiça, honestidade, sem a mínima necessidade de se alinhar com instituições religiosas cujo único real propósito é FINANCEIRO. Sobre nossas vidas terem significado, o mistério que é a criação do universo, a complexidade do nosso pensamento, a beleza da natureza, do amor, das artes, além dos prazeres que podemos desfrutar diariamente,não são significado o suficiente?

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    1. Não concordo com as opiniões iniciais( mas é claro que vc tem direito de coloca-las aqui) ,( mas neste comentário gostaria de me concentrar nos comentários finais).Ah e concordo ( e todo cristão de verdade concorda )que há sim por aí muita gente que se diz cristã e cujo único propósito é FINANCEIRO, como eu disse no comentário anterior que escrevi esses são “cristãos”.A respeito do significado de nossas vidas, já q vc terminou com uma pergunta me sinto no direito de respondê-la. Vc me apontou fatos , fatos maravilhosos .Minha pergunta é por que eles existem, não ,dizer apenas que eles existem não é suficiente. Pq o pensamento humano é complexo ? Pq a natureza é bela ? Pq há amor ? Pq o ser -humano produz arte? E qto aos prazeres que desfrutamos pq temos a capacidade de desfrutá-los? Tudo isso porque temos a capacidade de pensar nosso pensamento e temos a capacidade de apreender o significado a natureza. Pq os seres humanos buscam significado e sentido ?Pq se não o buscarem não conseguiriam viver ? Pq se não tivessem algum motivo para viver nem levantariam da cama a cada novo dia ?(Qdo se estuda , vai para faculdade, escreve-se um blog, busca-se um sentido, buscar sentido é algo da dimensão humana, animais não tem essaa “funções superiores”) Sendo assim : os seres humanos buscam sentido, buscam o significado pq precisam, e porque o significado existe. Seres vivos precisam de coisas que existem. Tenho sede – existe água, tenho fome- existe comida etc.Tenho vontade de sentido : existe um sentido para vida. Qdo se faz arte se busca um sentido, qdo se comunica se busca um sentido ( escrevo para q alguém entenda, nem q esse alguém seja eu mesmo).Qdo se pensa o pensamento segue uma ordem uma lógica (mesmo os mais ilógicos como delirio tem sua razão de ser) Qdo aprecio prazeres ou a natureza estou apreciando um sentido que há na natureza. Minha pergunta é de onde vem esse sentido que há na natureza e está aí para ser apreendido? ( não que sempre consigamos apreendê-lo, mas em parte conseguimos) Acaso mais tempo não produzem complexidade e ordem, e complexidade e ordem revelam um sentido um significado, uma intenção.Respondendo à pergunta : ” o mistério que é a criação do universo, a complexidade do nosso pensamento, a beleza da natureza, do amor, das artes, além dos prazeres que podemos desfrutar diariamente,não são significado o suficiente?” Nâo, são suficiente , uma honestidade intelectual vai mais a fundo . POR QUE eles existem ? Era essa a reflexão q eu coloquei, para quem porventura se interessasse.E qdo chegarmos a essa reposta ela não apenas irá satisfazer nossas curiosidades intelectuais, ela terá uma consequencia para nossa vida prática.

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  6. Pessoas como voce e seus “companheiros/seguidores necessitam de muita misericórdia divina!
    Ao citar um texto bíblico, ao menos informe-se do contexto que está inserido!
    A mesma biblia da qual voce extraiu este trecho fala : “ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a TODA CRIATURA!!!!”

    Que Deus tenha MISERICÓRDIA de voce e dos seus!!!!

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  7. Gostei de ler todos os posicionamentos, e fico bem feliz de ver o blog ser, cada vez mais, um espaço aberto para discussão! Uma pena que só temas polêmicos despertem maior participação, mas já é um começo! Quanto ao tema, gostei da provocação, apesar de ser polêmica… e sim, gostei de muitos pontos nos comentários também. É isso aí, o blog aqui é uma ferramenta para discussões, problematizações e reflexões, bora participar mais galera! Parabéns pelo espaço, meninos! 😉

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  8. A realidade é agressiva e não a opinião do escritor. Ele apenas descreveu um fato ocorrido e a impressão que teve dos possíveis cristãos que se auto ridicularizavam. Talvez seja o caso de os cristãos repensarem suas atitudes do que alguém que teve uma impressão dos fatos ter de se calar para não ofende, sendo a realidade muito mais ofensiva do que a opinião do escritor.

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  9. Os comentários que seguiram o texto me chocaram mais que o texto em si. É notável como, após 2 mil anos, opiniões adversas ainda incomodam os que creem na Palavra.

    Não precisa ser ateu, crente, cristão ou muçulmano para achar essa situação, no mínimo, intrigante. Estudo numa faculdade pública, historicamente marcada pelo Liberalismo e Marxismo, e ainda assim, ninguém vem à porta da FEA distribuir O Capital. O que quero dizer é que se “prega” a liberdade de pensamento na elite Universitária no século XXI, fruto de muita luta no passado para que chegássemos aqui. Isso torna ainda mais intrigante ver universitários fervorosos e altamente doutrinados em suas religiões virem todos os dias estudarem teses evolucionárias, medicina, história, dentre muitos outros campos da ciência que claramente desafiam o que se escreveu há tanto tempo no manual dos cristãos (vale lembrar que quase todas as religiões possuem o seu próprio livro de regras e verdades, incluindo o ateísmo, cujos seguidores parecem quase sempre adorar alguns filósofos do passado remoto também, como Jesus). Essa incoerência já torna boa parte dos cristãos universitários não-seguidores da Palavra divina.

    Ao meu ver, quem “receberia o livro de coração aberto” crê em Deus e neste livro. Portanto, nao precisa da Palavra escrita, pois este já a conhece. Logo, só nos sobra os que receberiam apenas pra enfeitar sua cabeceira e aliviar seus próprios pensamentos de seus pecados, como uma compensação, ou para aqueles cuja conversão é almejada. Neste momento, a nobre tarefa deles ali passa a ser converter pessoas, o que, em uma universidade qualquer (veja que ignoro o presbiterianismo ou catolicismo da faculdade pois estes já perderam seu sentido no meio acadêmico-financeiro há muito tempo) pode ser visto como uma teoria alternativa ao que é pregado dentro da sala.

    A distribuição de bíblias na universidade é, para mim, uma tentativa desesperada de se recuperar uma teoria existencial que já está desacreditada no meio acadêmico. A dicotomia entre estudar (e aplicar) teorias Darwinistas e pregar a criação do homem da costela de outro é o que formou a incoerência e as pessoas passaram a ter que escolher entre uma delas pois não se pode crer no sim e no não ao mesmo tempo (racionalmente falando). No meio acadêmico, escolheu-se o determinismo, a ciência e o racionalismo. Em outros meios, notavelmente os de menor renda, preferiu-se o espiritualismo. Não acho errado estes quererem mostrar suas ideias àqueles através de seus livros. Mas não se ofendam também com um texto deste no blog, pois ele só vem defender seus ideais, da mesma forma que os cristãos tentam fazer ao distribuir livros.

    PS pessoal: Achei hilário, pra não dizer triste, o comentário que lhe desejou MISERICÓRDIA DIVINA, em letras garrafais, por você citar a bíblia sem conhecer seu conteúdo. É esse tipo de atitude que desacredita opiniões em uma discussão, pois você mesma não percebeu que criticou alguém também sem conhecer o pensamento de quem te critica. Distribuir bíblias em uma universidade presbiteriana é muito normal perto de desejar misericórdia divina a um ateu!!

    Gosto muito do tema, e de discutí-lo com cristãos que o sabem defender. Parabéns pelo post e pelos comentários que se puseram contra ele de maneira, no mínimo, coerente.

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    1. “No meio acadêmico, escolheu-se o determinismo, a ciência e o racionalismo.”
      Ser estudante e racional não exige não acreditar na Bíblia. A Teoria da evolução (que exigiria que racionalmente alguém a adotasse ou adotasse a Bíblia)é uma Teoria (mas que tem sido “pregada” como a única verdade). Vc conhece a teoria do Desing Inteligente? – no Brasil Marcos Eberlin, é um bom representante dela. Se vc não a conhece e achar interessante conhecer dá uma pesquisada,olha o lattes de quem a defende, é teoria científica, não é religião ( não diz quem é o Design Inteligente, apenas aponta que os dados revelam um design inteligente na natureza), é sempre bom conhecer mais. Obrigada pela atenção até mais.

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  10. Apenas refletindo sobre algumas coisas que você disse…

    //O olhar do homem ao me ver recusar me faz rir até agora: “como você pode recusar uma bíblia?”.//

    Talvez o olhar dele quisesse dizer apenas: “como você pode ter tão pouca educação e civilidade?”. Se você estuda numa Universidade confessional, deveria ao menos respeitar a sua confessionalidade. Receber a Bíblia demonstraria apreço pela casa em que estuda. E ler a Bíblia não lhe faria mal algum, como podem lhe dizer centenas de teóricos da filosofia e psicologia que fizeram o mesmo.

    Mas ainda dá tempo de mudar para outra Universidade particular ou passar numa pública.

    //a “elite universitária” deu as costas para Deus.//

    Esta é a frase mais estapafúrdia. Qual é a fonte para esta informação? Provavelmente, você se debruçou anos e anos em pesquisa sobre a relação entre fé e universidade brasileira. É provável que não, pois do contrário não teria tempo para fazer as provas da graduação e manter um blog…

    Pelo bem da metodologia, você deveria responder algumas perguntas. O que é “elite”? É uma categoria de classe ou de formação? E o que é “elite universitária”? São os alunos mais ricos, os de melhores notas, os que pertencem às melhores Universidades? E o que é “dar as costas para Deus”? É tornar-se ateu? Abandonar a confessionalidade? Deixar de lado as práticas religiosas? E o que você quis dizer com “Deus”? Uma divindade específica? A religiosidade ocidental? Ou o Deus cristão, segundo a teologia reformada da Universidade presbiteriana em que você decidiu se matricular?

    Quando a “elite universitária” deu as costas para Deus? Você lembra a data? Acho que antigos professores meus, como Hilton Japiassu, Raul Landim Filho. Luiz Alberto Cerqueira, dariam um sorriso sem graça ao ouvir uma bobagem sem-tamanho como esta. Afinal de contas, você acabou de exluí-los da “elite universitária”…

    //No país dos católicos não praticantes, a religião na alta classe tornou-se item opcional.
    A maioria dos religiosos se encontram (sic) em regiões pobres, fato.//

    É óbvio que a maioria dos religiosos se encontra em regiões pobres. A maioria dos flamenguistas, também. E dos corinthianos, são-paulinos, palmeirenses, e etc. A maioria da população brasileira se encontra em regiões pobres! E, na medida que representa um corte transversal da população, o seu perfil religioso acompanhará a mesma curva social.

    Caso o que você tenha desejado apontar (e não conseguiu) seja o fato de que a proporção de religiosos entre os mais ricos é muito menor do que entre os mais pobres, você errou outra vez. De acordo com último censo, 7% dos que têm nível superior completo são “sem religião”, enquanto 7,2% dos sem instrução ou com fundamental incompleto dizem a mesma coisa. Ou seja: proporcionalmente, há menos religiosos entre os mais pobres do que entre os mais ricos (considerando o paralelo instrução-renda).

    Vá estudar o IBGE antes de falar besteira, garoto!

    Interessante também é a sua afirmação de que “a religião na alta classe tornou-se item opcional”… Não sei se você já assistiu suas aulas de lógica clássica, mas o nome disto é tautologia. Como diria a filósofa Ana Maria Braga: “acorda, menino”! Religião não é obrigatória no Brasil, logo ela é “item opcional” para todas as classes sociais!

    Silogismo no bom e velho estilo socrático (que morreu por ensinar o monoteísmo). E seguindo as boas regras filosófico-gramaticais, como diria Wittgenstein (para quem a teologia é como a gramática).

    Desculpe-me a falta de simpatia – apenas segui o seu estilo.

    Quer dizer que você representa a “elite universitária” do país?

    Parafraseando você mesmo, o seu texto me faz rir até agora. E corar. De vergonha.

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    1. Eu entendi que não receber a bíblia era a melhor coisa a se fazer já que um dos motivos para a ter recusado foi exatamente o de já tê-la lido bastante, o suficiente para ter me tornado ateu.

      Não entendi por que você resolveu se prender tanto no termo “elite universitária”. As aspas são claramente sarcásticas, e eu preciso delas porque seria impossível definir claramente todas as pessoas do Mackenzie. Mas posso dizer do que vi, sem fazer nenhuma tese ou doutorado, e estas pessoas estavam descartando as bíblias.

      Todos os seus argumentos de autoridade são irrelevantes para mim, até mesmo as estatísticas, que nem de longe conseguem responder às questões tão complicadas do país do sincretismo religioso e do católico não praticante. De resto, fico feliz de você ler meu texto e respondê-lo. Esta é a ideia deste blog, colocar ideias na mesa e discuti-las.

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      1. //Não entendi por que você resolveu se prender tanto no termo “elite universitária”.//

        Porque aquele trecho é o ponto central do seu texto. Algo como: “é ridículo ver alguém entregando bíblias na universidade, quando esta voltou as costas à religião”. Sua ideia básica é a de que a universidade brasileira rejeitou a religião – afirmação para a qual não há nenhum fundamento, a não ser sua opinião.

        E suas opiniões, per se, são argumentos de autoridade irrelevantes.

        //Todos os seus argumentos de autoridade são irrelevantes para mim//

        São os “meus” argumentos que lhe são irrelevantes, ou qualquer argumento de autoridade lhe é igualmente irrelevante? Suas influências admitidas, como Epicuro, Nietzsche, Marcuse, Foucault, Deleuze, e Onfray, também são irrelevantes? Como você faz para selecionar quais são suas fontes de autoridade? Fiquei curioso…

        Ou você é a sua própria fonte de autoridade?

        //até mesmo as estatísticas, que nem de longe conseguem responder às questões tão complicadas do país do sincretismo religioso e do católico não praticante//

        Não conseguem responder a questões complicadas da ciência da religião, sem dúvida. Mas conseguem desmontar afirmações diretas como a que você fez (“No país dos católicos não praticantes, a religião na alta classe tornou-se item opcional.”). Você não fazia nenhuma análise subjetiva do substrato religioso, mas sim uma simples declaração factual sobre a relação entre renda e religião. Declarações factuais são confrontadas com pesquisas factuais. Fato.

        Espero que os números não sejam tão irrelevantes para você quando tiver que ser aprovado nas disciplinas de estatística do seu curso…

        //Eu entendi que não receber a bíblia era a melhor coisa a se fazer já que um dos motivos para a ter recusado foi exatamente o de já tê-la lido bastante, o suficiente para ter me tornado ateu.//

        Na verdade, você só não quis receber a bíblia porque considerou este comportamento um irresistível gesto iconoclasta, um libelo contra o obscurantismo. Algo no mesmo nível genial de saltar as catracas da universidade.

        Mas isto é apenas minha opinião, é óbvio. Não veja nisto nenhum argumento de autoridade.

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      1. E supor que a observação isenta dos Rafaéis representa este quadro religioso de forma verdadeira seria a posição cientificamente mais adequada?…

        Obscuro. Demasiado obscuro.

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        1. Observação isenta? Longe disso.
          Cientificamente adequada? Mais longe ainda.

          Suas pretensões de verdades científicas e imparciais não cabem como crítica a este texto especificamente, talvez a algum outro.

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  11. Bom dia, Rafael! Conseguiu causar polêmica, deu audiência. Mas vim mesmo pra desejar que o Deus em quem você (ainda) não acredita te ilumine. É sério… ele te ama um tanto que você nem imagina. Abração!

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  12. Que idiota ese seu texto! Que o Deus que te criou abra os seus olhos! Cego! Hoje vc pensa que nao precisa de Deus, mas nada como o passar do tempo para você perceber que é tao dependente de seu criador quanto do ar para respirar. Quem sabe depois de você ler o Best seller que você desprezou você possa entender algo sobre o onipotente! Você me faz rir com tanta ignorancia.

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  13. Eu sou totalmente a favor de textos mais “agressivos”. Acho que talvez só dessa forma as pessoas realmente param pra refletir sobre alguns aspectos e assuntos de seu modo geral.
    Ao meu ver, distribuição de bíblias é algo vergonhoso e até mesmo ridículo.
    Talvez com os valores que diversas bíblias são compradas, poderiam ser comprados alimentos e/ou itens de higiene para ajudar pessoas necessitadas.
    Até entendo que na visão dos cristãos ou de outras religiões que acreditam em deus, uma bíblia seja um alimento espiritual, mas, a “fome espiritual” não mata, mas a física sim.
    Posso estar deveras equivocado em tudo o que eu esteja falando, mas fazer o que, é a forma com que eu penso.
    Infelizmente, quando o assunto é deus, nossos corpos e vidas são jogados pra segundo plano como se não houvessem importância.

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