blade_runner_final

– por Celso Trindade

Blade Runner (1982), do diretor Ridley Scott:

O ano é 2019, o planeta terra está coberto de mega-cidades superpopulosas, a engenharia genética atingiu um tal ponto de desenvolvimento, que é possível replicar ou criar qualquer animal artificialmente (até seres humanos). Nas ruas de Los Angeles não se fala mais Inglês, mas um dialeto que mistura chinês, espanhol, inglês, e sabe-se lá o que mais.

É nesta Los Angeles sombria que a Tyrrel Corporation desenvolve seres humanos artificiais com propósitos diversos, normalmente aqueles muito perigosos ou degradantes para seres humanos comuns: exploradores de mundos distantes, operários de minas, prostitutas (ou como diz a Tyrrel Corp.: “unidades de prazer”).

Estes seres têm força e agilidades superiores, inteligência, sentimentos, porém, têm um prazo de operação limitado. É justamente esta vida curta que causa a revolta de um grupo de androides, chamados de “Replicantes”, eles são caçados por uma divisão especial da polícia e eliminados; os policiais desta divisão são conhecidos por “Blade Runners”. Assim conhecemos  Rick Deckard (Harrison Ford) que recebe a missão de eliminar alguns replicantes revoltados.

Identificar um Replicante não é fácil, testes de perguntas e respostas, associados a reações da pupila são complexos, Deckard é um dos melhores, mas tem dificuldade de identificar que a dita sobrinha do Dr. Tyrrel (Joe Turkel), a bela e tímida Rachel (Sean Young), é um Replicante diferente, pois não sabe que é um ser artificial é praticamente perfeita, tem memórias e não tem “prazo de desligamento”.

Deckard protagoniza no filme cenas de ação alucinantes como a morte da Replicante Zhora (Joanna Cassidy) que como disfarce dança nua em uma boate com uma cobra, ou a invasão do apartamento do engenheiro genético J.F, Sebastian (Willian Sanderson) onde luta com a Replicante Pris (Daryl Hanna no auge de sua beleza). Cenas românticas também têm vez, como no apartamento de Deckard, sempre acompanhadas pela excelente trilha sonora de Vangelis.

O filme aborda os sentimentos que mais afligem o ser humano, e sua analogia com os sentimentos dos replicantes:

– Porque estou aqui?

– Qual o sentido da minha vida? (só trabalhar e depois morrer?)

– Quem é o meu criador?

– Quanto tempo vou viver? Posso ter mais tempo? O que vem depois?

Mas nada supera a cena final da perseguição do caçador de androides Deckard ao Replicante Roy (Hutger Hauer) em sua luta no prédio decrépito de J.F. Sebastian, o Replicante  parece mais humano que 90% da população mundial: luta, faz poesia e diz uma das frases mais famosas do filme:

“I’ve seen things you people wouldn’t believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time… like tears in rain… Time to die”*

Para finalizar. a maravilhosa narração em off que Deckard faz durante o filme (dizem que Harrison Ford odiou gravar), e que foi posteriormente retirada em outra versão, complementam este clássico Sci-fi, que por incrível que pareça não fez muito sucesso quando foi lançado.

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*”Eu vi coisas que vocês não acreditariam. O Ataque de naves em chamas no Cinturão de Orion. Eu vi o brilho de raios-C na escuridão perto do portão de Tannhauser. Todos aqueles momentos se perderão no tempo….como lágrimas na chuva….hora de morrer”

Escrito por Rafael Trindade

Artesão de mim, habito a superfície da pele.

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