Meu corpo quer explodir
Desobedecendo a ordem
Do Deus que me pede
Pra conservar minha forma.
Todo meu ser pulsa,
Se desorganizando,
Se compondo,
Indefinidamente.
Minha pele se descola
ZZAAAaaaaasssssssSS!!!
Sou um lençol estendido
Entre dois infinitos…
Atravessado por todos os lados:
Acontecimentos intensivos…
(Não escuto a Lei)
A fala é um órgão de merda
(O peido é expressão anal)
Dar o cú ou dar um beijo…
(Smack!)
É tudo igual!!
É tudo a mesma coisa!!
Corpo sem órgãos!!
S I M ! ! !
Todas as extremidades
Do meu corpo estão eretas,
Meus poros são vaginas
No céu, soltando luz,
Chuva de mijo!
Os fluxos passam!
ZUNEM!!
VVvVRrrruuUMmmmmmmm!!
AAaAaaAAaHhHHhhH!!!
Meu grito me desterritorializa!
Tudo em mim se torna múltiplo,
Explode em mil pedaços,
Fertiliza o universo.
Versos criando raízes
Por todos os lados:
Laços.
Kama-Sutra de átomos;
Papai Noel, coelhinho da páscoa,
Deus, balançando na forca
(costurar a descompostura)
Flic Flic Flic Flic…
Meu corpo se desencorpa,
Meus órgãos se desorganizam,
Conservo-me ativo,
Criando, espalhando-me…
Em todas as direções
Novas conexões:
Criando versos,
Fazendo prosas,
Incitando trovas
E rebeliões!
Ana Teresa Barboza
Ana Teresa Barboza

Escrito por Rafael Trindade

Artesão de mim, habito a superfície da pele.

2 comentários

  1. Vômito quem eu sou
    Quem eu era, agora antes
    Deixo o bolo malcheiroso
    Escondido bem atrás
    De mim/minha mente

    Levanto a face
    Buscando um novo odor
    Caminho sem temor
    Quando lembro da rima que não rima
    Vômito tudo de novo!

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