– por Amauri Ferreira

Os amigos nos abrem portas surpreendentes quando nos apresentam coisas que nem imaginávamos que poderiam existir. Cores, sons, imagens poéticas que passamos a conhecer por causa deles. Somos gratos a eles porque o que nos apresentam serve para ampliar a experiência dos nossos sentidos: passamos a ouvir, a escrever e a falar de outro jeito, sem termos vergonha de mudar. Quem precisa censurar e reforçar a passividade de alguém não tem como conhecer a importância da amizade para a liberdade humana. Um amigo músico, um amigo poeta, um amigo filósofo, um amigo cientista, enfim, um amigo qualquer que, por meio do que ele faz, é sempre uma provocação para irmos adiante – e não podemos ter outro interesse na amizade de alguém além deste. Precisamos de gente assim, capaz de doar alguma coisa, de gente que podemos chamar, sem erro, de amigo. Com efeito, coexiste na nossa obra alguma coisa das nossas amizades: um, dois, três amigos, não importa quantos são, desde que saibamos que por meio da amizade tecemos de modo grandioso o nosso próprio destino. Desse modo, esculpimos a nós mesmos lentamente, silenciosamente, amorosamente, agradecidos aos que nos doaram algo valioso.

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