Supervisão em Esquizoanálise

Apresentação

O ser humano é labirinto, e quem se arrisca em seus meandros corre o risco de se perder. Mas é justamente esta complexidade que torna o trabalho da clínica tão sedutor: queremos nos arriscar em seus caminhos incertos, do nível biológico ao cultural. Por isso a importância do profissional da área em investir no famoso tripé: formação continuada, terapia individual, e supervisão clínica. Para assim obter o maior segurança possível no campo teórico e prático.

Descrição

A supervisão é recomendada sempre que o psicólogo sentir insegurança, encontrar impasses em suas sessões ou diante de determinadas demandas específicas, quando estiver diante de questões éticas delicadas ou quando identificar a necessidade de aprofundar o manejo de casos complexos. Este processo permite a contínua lapidação da identidade do profissional, aumentando seu domínio da técnica e da construção do lugar de escuta, importante tanto para iniciantes quanto para profissionais experientes.

Esquizoanálise

A esquizoanálise nasceu com o livro Anti-Édipo (1972) de Deleuze e Guattari, um filósofo e um psicanalista, respectivamente. Esta teoria tinha por principal objetivo realizar uma crítica da psicanálise freud-lacaniana. Crítica no exato sentido do termo: avaliar as possibilidades e limitações de uma teoria-prática. É muito comum a Esquizoanálise ser associada à Psicanálise, mas no Anti-Édipo encontramos aproximações quanto de distanciamentos. A Esquizoanálise definitivamente (respeitando as próprias recomendações do Anti-Édipo) não é apenas um anexo da psicanálise.

São duas as suas tarefas: negativa, destruir os pontos onde o desejo está edipianizado; e positiva, descobrir quais são as fluxos de desejo que pedem passagem. Para isso, muitos aliados filosóficos são convocado: Nietzsche, Espinosa, Bergson entre outros. Isso torna a supervisão um espaço poroso a outros saberes e sensibilidades que possam fazer alianças com a Esquizoanálise, seguindo, desse modo, uma perspectiva mais interdisciplinar.

A supervisão em Esquizoanálise procura se diferenciar das práticas tradicionais porque se concentra na cartografia das ramificações do desejo, onde ele se conecta e onde se perde. Ela não está preocupada em corrigir uma subjetividade problemática através de técnicas ou interpretar casos presos em uma teoria estanque. O objetivo não é a adaptação ou a eliminação do sintoma. É encontrar uma prática de singularização da subjetividade e um modo de vida potente para si na relação com os outros.

    Supervisão    

Um dos supervisionando descreve o relato da sessão ou das sessões para o supervisor, e traz as perguntas e dúvidas relativas ao caso. O supervisor então procura o máximo possível sanar as dúvidas e indicar um bom manejo clínico, com caminhos para o supervisionando no sentido de aprimorar os conhecimentos acerca do caso e da teoria envolvida. A supervisão acontece em grupo e conta com o olhar e a intervenção dos outros participantes, o que é muito rico.

A supervisão acontecerá em grupos de no máx. 6 participantes

    Objetivos    

  1. Acolher as inseguranças que o trabalho clínico oferece
  2. Compreender as dificuldades específicas de cada caso
  3. Desafiar o terapeuta a questionar a si próprio
  4. Construir uma escuta qualificada
  5. Ajudar nas decisões éticas
  6. Lapidar o manejo na clínica
  7. Oferecer um espaço seguro para avaliar o andamento dos atendimentos
  8. Transmitir a teoria para quem está iniciando seu percurso
  9. Possibilitar a formação de vínculos com outros participantes, através de uma experiência em grupo

Formato dos Encontros

Diferenciais da nossa Supervisão

Cartografia
Este método de mapear quais as forças que formam e deformam aquela subjetividade em questão. São estas forças que alteram a potência de afetar e ser afetado, ou seja, que prendem, mas que também podem libertar.

Interdisciplinaridade
Contínua disposição para dialogar com outros saberes clínicos: psicanálise, daseinsanálise, behaviorismo; e não clínicos: arte, política, estudos sociais.

Dispositivo grupal
A clínica é um lugar muito solitário, a supervisão em grupo evita que o psicólogo se sinta isolado em sua prática.

Política
É impossível fazer clínica sem atentar-se para as questões políticas que a atravessam. A sociedade cria e molda os diagnósticos segunda forças históricas, econômicas e sociais.

Rafael Trindade

CRP: 06/123926

Psicólogo e Filósofo, há mais de dez anos na atuando clínica e ministrando cursos. Desde minha formação até hoje, em minha prática profissional, estive dividido entre a Filosofia e a Psicologia – e mesmo dentro destas duas áreas do conhecimento os meus interesses se multiplicam. A maior parte do tempo senti que este duplo interesse resultava em uma limitação profunda. Este preconceito durou até eu perceber como a prática clínica se beneficiava do conhecimento da Filosofia e mesmo de outras áreas do conhecimento como a literatura, por exemplo. Desde então, meu objetivo é mostrar que a boa prática do atendimento clínico em psicologia só tem a se beneficiar do conhecimento filosófico.

Contato:

Investimento

Assinantes

R$300,00/mês

Pix ou Cartão de Crédito

Não-Assinantes

R$350,00/mês

Pix ou Cartão de Crédito

Perguntas Frequentes

Posso participar mesmo sem ter o diploma de psicologia?

A supervisão foi pensada para psicólogos atuando na clínica, mas nada impede de participar sem ter o diploma. O primeiro caso é o de estudantes de psicologia que ainda não terminaram o curso, e podem parcicipar como ouvintes. O segundo caso é de psicanalistas que não fizeram a graduação em psicologia. A graduação no curso de psicologia não é necessária, mas é altamente recomendável, pois traz embasamento teórico amplo na prática clínica.

Possui Certificado?

Emitimos um certificado simples, confirmando a participação. A supervisão não é reconhecida pelo MEC, nem delimitada com começo, meio e fim. Trata-se de encontros contínuos que visam aprimorar a prática clínica do terapeuta.

Posso participar mesmo sem ter nenhum paciente?

Pode. Se você não tem nenhum caso para trazer na supervisão, pode participar ouvindo e trazendo ideias. O grupo de supervisão também poderá indicar pacientes.

Posso assistir depois?

Não, a supervisão de casos clínicos não fica gravada, para evitar expor os casos para além do momento da supervisão.

Mais dúvidas?

Mande um e-mail para: rafaeltrindade@razaoinadequada.com