Qual a função de uma boa análise? Não é colocar em questão um saber que tornou-se opressivo e inquestionável? O psicanalista faz perguntas estranhas, usa termos que conduzem a vários caminhos diferentes. No entanto, no caso Dora, Freud parece fazer justamente o contrário: tenta, por diversas vezes, convencer a paciente de que ela está apaixonada por Sr. K (e portanto por seu pai, e portanto por ele mesmo, o pai da psicanálise). Comentamos esse descaso clínico, pensando o gênero de maneira crítica.