Encontros semanais para
Escrever cuidadosamente o que se pensa é um exercício ensimesmado, que nos empurra para fora de nós mesmos, e nos coloca sob a perspectiva de um outro absolutamente insondável, que é o leitor.
Talvez por isso esse ato criativo seja tão angustiante, é como encarar-se muito tempo no espelho: a imagem que vemos à nossa frente é a nossa, no entanto não somos nós mesmos que olhamos de volta.
A Oficina de Reflexão e Escrita é um convite para quem quer olhar mais atentamente para este misterioso espelho que é a escrita. Inventaremos sempre uma boa desculpa para perguntar o que é escrever, para então partir das respostas mais diversas e fazer exercícios em conjunto, partilhar os resultados e trocar impressões. Escrever é um ato solitário, mas aprender a escrever não precisa ser.
“A escrita de ficção é uma das práticas mais livres dentre as possibilidades expressivas.”
– Noemi Jaffe
A cada mês, partiremos de um livro diferente para refletir sobre a escrita. Seguem os temas:
Escrita em movimento – Noemi Jaffe
📆 (04/03 a 29/04)
Desde que as oficinas literárias surgiram, debate-se uma questão central: é possível aprender a produzir ficção, da mesma maneira como se estuda outros ofícios? Se existe uma forma de transmitir esse conhecimento, não é com regras e truques de manual, e sim pensando a escrita de modo aberto e livre, através de preceitos norteadores que perpassam a linguagem.
A louca da casa – Rosa Montero
📆 (13/05 a 03/06)
“A imaginação é a louca da casa”, frase que serve de gatilho para uma meditação arrebatadora repleta de humor e empatia sobre fantasia, sonhos, loucura e paixão, sobre os medos e as dúvidas dos escritores, mas também de todos nós, leitores. Neste livro, Rosa Montero traz sua própria história de amor pela escrita.
Olha-me e narra-me – Adriana Cavarero
📆 (17/06 a 15/07)
Em uma fina análise de obras literárias, poesia, mitos antigos e evocando as práticas feministas italianas de grupos de autoconsciência, Cavarero elabora uma “filosofia da narração” que, confiada às mulheres e ao amor a vida, se apresenta como antídoto para o pensamento masculino, dedicado à definição abstrata e à morte.
“De fato, escrever romances foi o que já encontrei de mais parecido a me apaixonar (ou melhor, a única coisa parecida).”
– Rosa Montero
Nos encontramos online no Zoom meetings. Os encontros ficam gravados e podem ser acessados posteriormente. Teremos também um grupo exclusivo no Whatsapp.
O método
Exposição
Toda oficina começará com uma exposição sobre algum assunto que nos instigue a pensar e a escrever, sempre guiado pelo autor ou autora escolhida como referência para o mês.
Conversa
A participação é fundamental para engrandecer as perspectivas do assunto exposto, por esse motivo nosso segundo momento é uma troca livre sobre os temas propostos.
Exercícios
Oficina também significa mãos à obra. Exercitaremos juntos a escrita em todos os encontros, partindo dos temas expostos no início. Vamos da gramática à coesão, passando pela poesia.
Revisão
Por fim, as pessoas presentes serão convidadas a compartilhar os resultados para que possamos revisar e tirar dúvidas, crescendo juntos ao longo do processo.
Supervisão
Ao longo do semestre, reservamos dois encontros para entregas de textos de conclusão de até mil palavras, que serão lidos e comentados pelo coordenador.
“Sabe-se que a narração é uma arte delicada, revela o sentido sem cometer o erro de defini-lo. Há uma ética da doação no prazer do narrador.”
– Adriana Cavarero
QUEM VAI COORDENAR?
Rafael Lauro, um dos criadores do site Razão Inadequada e do podcast Imposturas Filosóficas, onde se produz conteúdo gratuito e independente sobre filosofia desde 2012. É natural de São Paulo e mora na capital. Estudou Música na Faculdade Santa Marcelina e Filosofia na Universidade de São Paulo. Publica quinzenalmente textos sobre assuntos diversos, e lança este ano seu primeiro livro, dedicado ao tema dos amores múltiplos e coexistentes.
ALGUNS TEXTOS
Métodos de pagamento
– Pix (à vista)
– Cartão de Crédito (à vista ou parcelado)
“A escrita é um trabalho permanentemente processual, transformando-se cada vez que um escritor atento põe a caneta sobre o papel ou o dedo nas teclas de um computador”
– Noemi Jaffe
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