quando o conservador diz “Você é um homem ou um rato?”, o importante é enfatizar o termo “comportar-se” que foi elidido na frase
maio 15, 2026
Sobre
A partir do encontro entre o Existencialismo de Simone de Beauvoir e o Behaviorismo de B.F. Skinner, conversamos sobre a frase “Seja Homem!” como uma imposição de performance que esconde a inexistência de uma essência masculina. Como seria uma vida que não se submete à cartilha de comportamentos imputados a um corpo, mas que se entende como um feixe de relações bio-psico-sociais em constante construção? É possível escapar dessa coação que tenta transformar hábitos culturais em naturezas imutáveis, reduzindo a potência singular a uma categoria pré-fabricada? Partimos da análise da seleção pelas consequências para entender que o “tornar-se homem” não é um destino, mas a condição de possibilidade para que possamos, finalmente, recusar os modelos dados e florescer em múltiplas almas e caminhos.