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Memória

Passado, Presente e Futuro

Bergson Memória

Escolhemos as imagens de Fabian Oefner para ilustrar nossa série

O problema da memória será tratado em Bergson pelo viés da Duração. Sendo assim, a Memória é aquilo que dura em nós, e toca o presente. Mas como a memória se transforma em ação? Afinal, como o espírito toca a matéria? Bergson primeiramente nos mostrará como o par passado/presente é uma confusão conceitual que não permite uma boa resolução dos problemas.

Memória e percepção

Parte-se de um dualismo claro, ou seja, é necessário recolocar os problemas em termos de memória e percepção. Como eles se relacionam? Somente assim veremos como o dualismo permite um monismo onde se passa de um polo a outro de maneira gradual. Sendo assim, há o tempo todo uma tensão, uma elasticidade, do ser do passado e da atenção dada ao presente. Ora se vai a um ora a outro.

Há portanto, enfim, tons diferentes de vida mental, e nossa vida psicológica pode se manifestar em alturas diferentes, ora mais perto, ora mais distante da ação, conforme o grau de nossa atenção à vida. Esta é uma das ideias diretrizes da presente obra, a própria ideia que serviu de ponto de partida ao nosso trabalho”

– Bergson, Matéria e Memória, p. 7

Com o propósito de realizar este percurso com elegância, Bergson vai do presente puro, tratado como percepção, ao passado puro, tratado como memória e faz a ligação entre eles através da lembrança. Através desta atualização passaremos em seguida da memória virtual para a ação. Mas a beleza da filosofia de Bergson não se perde na abstração, seu pensamento nos mostra o sua face pragmatista e seu esforço para que a filosofia seja contemporânea à vida.