O que eu fazemos com o que o tempo faz de nós? Parece que temos pressa. Não podemos evitar de ler o romance que nos encanta, e depois ver o filme que nos instiga, e ainda ler poesia antes de dormir — e isso depois de lavar roupa e preparar o almoço e entregar o imposto de renda e dar aulas e, e, e. Será que é possível continuar apostando na calma como diretriz filosófica geral para a vida? Nesta conversa, partimos da ideia de que a ansiedade, assim como a dor, é parte de tudo o que é grande. Assim, pensamos a demora como indício das paixões que merecem a lentidão, e que trarão como inevitável consequência — o apressar.