Coerência, Constância e Conveniência fazem parte das noções comuns que atravessam todas as partes da Ética de Espinosa e formam o tripé onde se sustenta o Sábio. Não é lindo? Tão lindo quanto raro, diria o filósofo holandês. Não é fácil… há um caminho muito longo a ser percorrido até se chegar perto da sabedoria espinosista.

Primeiramente, vamos analisar de modo negativo: vivemos na inconstância, indo de lá pra cá, sem saber onde ir, onde parar ou o que fazer de nós mesmos; vivemos mergulhados na incoerência, porque não sabemos como as coisas nem nós mesmos funcionamos; e somos inconvenientes, tanto uns com os outros, mas ao mesmo tempo impotentes para fazer as coisas nos convirem. Muito triste de ver, mais ainda pior de se viver. Cabe então ao filósofo buscar um caminho seguro que leve da Servidão à Liberdade, e encontrar através da Razão estas três belas e nobres características: coerência, constância e conveniência.

Neste texto falaremos exclusivamente da constância, que também podemos entender, em certa medida, como uma forma consistência: o Sábio procura por constância, e neste ato, encontra consistência entre a natureza e si mesmo. Mas isso ocorre apenas de forma didática, coerência, constância e conveniência não se sustentam sozinhas. É impossível ser constante sem encontrar também coerência e conveniência.

Antes de falar de Deus, ou a Natureza, comecemos pelo homem ignorante. Se ficamos no primeiro gênero de conhecimento, a imaginação, tendemos a acreditar que tudo o que acontece é sem sentido, inconstante, imprevisível. É o reino da fortuna! Acaso, sorte para todo lado. Qual é a nossa reação natural? Nos escondemos, nos fechamos, nos encolhemos em um canto buscando proteção e previsibilidade. O homem vulgar acredita que tudo é aleatório, incerto, inconstante, por isso vive em função da sorte e torna-se absolutamente supersticioso.

Quanto mais no falta conhecimento, mais nosso entendimento das causas e efeitos é limitado, criando todos os tipos de ilusões e tomando caminhos que nos prejudicam. O homem que vive no primeiro gênero de conhecimento, por exemplo, acredita piamente no livre-arbítrio, como se suas decisões pudessem brotar do nada, de repente, através de uma liberdade metafísica e incompreensível. O homem imaginativo vive no ressentimento, no arrependimento, porque acredita que as coisas poderiam ter sido diferente do que foram. Ou seja, seu conhecimento é disperso e não surpreende ele passar por grandes zonas de confusão e fantasias.

O conhecimento inadequado é feito de maneira confusa, mutilada, é composto por partes que não se ligam de maneira clara umas às outras. Por isso a inconstância! Nada tem sentido! Nada se encontra e se comunica. Qual o único resultado possível? O medo, a crendice, a dúvida! Este afeto nasce da impotência de pensar e agir. Como saber o que esperar se tudo é inesperado? Eis o que o homem imaginativo não percebe:

As coisas não poderiam ter sido produzidas por Deus de nenhuma outra maneira nem em qualquer outra ordem que não naquelas em que foram produzidas” – Espinosa, Ética I, prop. 33

Chamamos isto de Ontologia do Necessário, ou, dito de outra maneira:

Consideremos, além disso, que todos os decretos de Deus foram instaurados desde toda a eternidade pelo próprio Deus, pois do contrário estaríamos conferindo-lhe imperfeição e inconstância” – Espinosa, Ética I, prop. 33, esc2

Acreditamos na inconstância das coisas porque ainda possuímos uma visão monoteísta e transcendente da existência. Um Deus suprassensível que tudo cria e fica à distância apenas observando. Este Deus poderia a qualquer momento atuar, de forma imprevisível, através de milagres ou maldições, para corrigir erros ou para mudar decretos que ele mesmo instaurou. Como esperar constância de um Deus caprichoso que pode a qualquer momento mandar um dilúvio? A mente de Deus é insondável, os desígnios divinos são misteriosos (e muitas vezes cruéis).

O Deus de Espinosa segue outro caminho, não é um Deus transcendente cheio de adjetivos, invejoso, narcisista e punitivo. Se o Deus do monoteísmo escreve certo por linhas tornas, diríamos que o Deus de Espinosa escreve certo em linhas certas, por isso ele e a Natureza se confundem, são uma única e mesma coisa. Nós que não vemos as linhas divinas! Ou seja, Deus é causa imanente de tudo o que existe, o efeito que não se afasta da causa, mas nela permanece unida. Deus produz a si mesmo o tempo todo em si mesmo, desta maneira, tudo o que existe é uma manifestação divina e possui propriedades universais necessárias. Estas podem ser deduzidas da natureza dos corpos.

Tudo possui coerência, mesmo que não sejamos capazes de ver. Mas é claro, o corpo é apenas uma parte da realidade, e sendo uma parcela de potência extremamente limitada, ele apreende apenas uma parte dela, de maneira fragmentada, desagregada, desordenada. Sendo assim, a constância nunca é encontrada, nada faz sentido, tudo parece vacilante, irregular, e o ser humano vive em servidão, dispersão, confusão.

Queremos encontrar esta constância! Onde ela estaria? Aqui nós encontramos o primeiro ponto onde uma bandeira é fincada: no mar de acontecimentos, deus se move de maneira necessária, não precisando nunca sair de si em nenhum momento e não precisando quebrar suas própria regras e leis. Deste mesmo Deus, nós podemos conhecer duas maneiras pelas quais ele se expressa: pensamento e extensão. A partir deste ponto humilde nós podemos começar a caminhar. Temos alguma coisa no que nos segurar. O conhecimento de segundo gênero procurará a partir de então estas constâncias e coerências no movimento e na expressão das coisas.

É da natureza da razão considerar as coisas não como contingentes, mas como necessárias” – Espinosa, Ética II, prop. 44

Claro que a saída, para Espinosa, é o conhecimento, ou melhor, a maneira como se dá o conhecimento. Se ficamos apenas nos efeitos nunca encontraremos uma constância na natureza, porque os efeitos são sempre da ordem do plural e do heterogêneo. Para o filósofo holandês precisamos ir até a causa: como as coisas são produzidas? Esta é a única maneira de encontrar um conhecimento efetivo da realidade, e assim uma maneira de proceder também efetiva.

Contra a contingência nós temos a constância! Tudo o que existe está dentro de um nexo causal! É isso que a razão nos ensina. Tudo está em perpétua relação. Isto é, todas as coisas possuem leis de articulação, integração, concordância, proporção. No conhecimento de segundo gênero, o racional, saímos da inconstância, da fragmentação em nosso modo de conhecer e passamos a articular, parte por parte, as causas e efeitos, encontrando neles a consistência necessária. Aquilo que parecia mais absurdo começa a fazer sentido e o conhecimento se torna nosso maior aliado. Na razão as coisas se tornam mais constantes.

Um bom primeiro exemplo é o movimento dos astros no modelo geocêntrico. Os astrônomos antigos não entendiam porque alguns planetas começavam a voltar de repente no céu noturno. Simplesmente não fazia sentido, eles mudavam de direção e voltavam por alguns dias, depois retomavam sua marcha constante no céu! Ué, como pode? Por que isso? Foi assim que os planetas receberam esse nome, planétes, que significa errantes. Ora, se eles começam a voltar, então eles eram absolutamente inconstantes e imprevisíveis, e só poderiam receber este nome.

O conhecimento mutilado, parcial, derivava do modelo geocêntrico, que apreendia apenas uma parte da realidade. O modelo geocêntrico é um conhecimento mutilado, que podemos colocar no primeiro gênero do conhecimento, pois fica apenas com os efeitos (os planetas se movendo no céu). A partir do momento que o modelo heliocêntrico foi criado, os planetas já mantinham um movimento constante no céu, sem retrocederem. Bravo! A razão encontrou consistência, o movimento encontrou estabilidade. Os planetas não eram mais pontos errantes brilhando no céu noturno.

O conhecimento do exterior será o mesmo para o conhecimento de nós mesmos! Afinal, somos o tempo todos acusados de inconstantes e irracionais, como se nossa natureza fosse uma afronta para a natureza exterior, algo de defeituoso. É contra as acusações de inconstância que Espinosa se volta na terceira parte da Ética. Quando diz que os moralistas…

…atribuem a causa da impotência e da inconstância não à potência comum da natureza, mas a não sei qual defeito da natureza humana, a qual, assim, deploram, ridicularizam, desprezam ou, mais freqüentemente, abominam” – Espinosa, Ética III, prefácio

É fácil possuir um conhecimento inadequado da natureza e fazer este conhecimento voltar-se contra o ser humano! Fazemos isso o tempo todo. Claro, a natureza é inconstante, incognoscível, então a natureza humana só pode ser da mesma maneira, ou até mesmo pior! Mas, novamente, os moralistas, os sacerdotes e os acusadores ficam apenas com os efeitos, no primeiro gênero do conhecimento, onde tudo parece realmente inconstante. Então criam preconceitos e nunca se voltam para as verdadeiras causas da impotência humana.

A inconstância do ser humano é uma causa externa, dirá Espinosa, quando ele está sob pressão de muitas forças diferentes. Pode ser consciente ou não, mas a inconstância é sempre em “relação à”, nunca em si mesma. Já a constância é saber que de determinadas causas sempre ocorrerão determinados efeitos! A inconstância é a aparência de uma relação que não foi compreendida, por isso transparece como um capricho ou uma fraqueza. Já a constância é a força da clareza de pensamento e ação em meio ao caos. Por isso o principal inimigo da constância é a flutuação de ânimo! Nela, mente e corpo não sabem o que fazer porque estão sendo levados por forças diretamente opostas, e então a mente oscila.

Ora, Espinosa se pergunta, o que pode o corpo? No meio deste mar de forças, talvez ele queria apenas uma coisa, um pouco de cais no meio do caos. O corpo dura, ele possui consistência, mesmo que limitada, com esta característica ele é capaz de manter as suas estruturas. Esta é a essência do conatus, o esforço para manter suas partes. É assim que um indivíduo mantém a sua constância, através da comunicação das partes de seu corpo para que ele mantenha as suas proporções de movimento e repouso entre seus componentes.

Para o Sábio, a constância é uma das principais ferramentas de luta contra nossos tempos líquidos e evanescentes, onde tudo se desfaz com a mesma velocidade com que se cria. Qual a potência de uma criação tão frágil? Tudo se desfaz como castelos de areia na beira do mar. Onde está a estabilidade para manter a capacidade de criação e multiplicação dos bons encontros? Se pensarmos assim, Espinosa é um autor que nada contra a corrente, onde todos querem uma aceleração contínua, seu trabalho como filósofo é mostrar que essa aceleração pode ser apenas mais um meio de manter a servidão e fechar as rotas de fuga desta montanha russa de impotências. Talvez a constância do sábio seja hoje muito mais revolucionária do que a dinâmica ininterrupta da pós-modernidade.

Um ser é o esforço, um grau de potência, que se opõe a qualquer coisa que queria destruí-lo, ele resiste com todas as suas forças, até o limite. Um ser quer manter constante a sua capacidade de criação, manter constante as suas condições de criação, onde o conatus aumente, se prolifere, se ligue a outras coisas, realize encontros, ganhe cada vez mais consistência. É essa estabilidade que define a essência de um ser! Uma força que dure, que permaneça na existência. É isso que o sábio espinosista quer, manter constante os meios de produção e criação da mesma maneira que Deus é constante em sua produção divina.

– John Martono

Espinosa procura, através destes conceitos, escapar da servidão e encontrar a liberdade, por isso seu tripé Constância, Coerência e Conveniência é tão importante. Dele saímos da ignorância do primeiro gênero do conhecimento e entramos na Razão. Mas como encontrar a regularidade com os outros? Não seria este um dos nossos principais objetivos nos tempos atuais? Talvez esta seja uma das únicas maneiras de nos fortalecermos, de multiplicarmos nossa potência!

À medida que são afligidos por afetos que são paixões, os homens podem discrepar em natureza e, igualmente, sob a mesma condição, um único e mesmo homem é volúvel e inconstante” – Espinosa, Ética IV, prop. 33

A inconstância é fruto das paixões; logo, é servidão! Porque neste estado estamos como uma folha ao vento, sendo carregada de um lado para o outro com qualquer brisa. Sendo vítima e não podendo resistir às forças externas, nos tornamos cada vez mais volúveis e inseguros. Quem não sabe o que quer realmente torna-se inconstante, permanece como um barco à deriva, sem vela, escravo do mar. Em meio ao caos não surpreende que ele se sinta sozinho, abandonado, perdido. É esta a subjetividade que queremos? Este é o modo de vida que buscamos ou não seria exatamente o contrário?

Quanto mais o homem conhece e experimenta a si mesmo no mundo, mais é capaz de encontrar relações que se mantém constantes ao longo de sua existência. Não a imutabilidade como uma obrigação, muito menos como uma coerção. Não estamos falando de uma nova moral, um novo Ídolo. A Ética não é uma Bíblia. Aqui a constância pode ser entendida com um novo valor, transvalorado, um solo firme para que uma produção aconteça. Uma duração que o próprio homem quer e é capaz de manter, para si e para seus semelhantes. Um ser humano autônomo, dono de si, criador de si!

Todo aquele que busca a virtude desejará, também para os outros homens, um bem que apetece para si próprio, e isso tanto mais quanto maior conhecimento tiver de Deus” – Espinosa, Ética IV, prop 39

Saímos da lei do “cada um por si e deus contra todos” para encontrar o seu exato oposto, “cada um por todos e deus com todos“. Este ser humano, no processo de conhecer a si mesmo e a natureza (tudo proveniente da perenidade divina) é capaz de buscar com cada vez mais constância aquilo que o beneficia tanto quanto aos outros.

É através da razão que encontramos consistência nas relações, e é desta maneira que elas nos beneficiam. Esta constância na capacidade de conhecer e entender como cada coisa se conecta com as outras traz também a regularidade para os afetos! A constância aumenta a coerência e a conveniência dos homens uns com os outros tornando mais potentes unidos do que separados. Nós caminhamos lentamente, passo por passo, até o momento em que vemos o Sábio aparecer, em seu olhar o finito reflete o infinito. Quanto mais ele compreende , mais é capaz de estabelecer relações fortes, laços profundos. A presença do sábio é notável, oferece segurança, porque move-se firmemente pelos homens e pela natureza.

Podemos, portanto, concluir que o amor para com Deus é o mais constante de todos os afetos e que, enquanto está referido ao corpo, não pode ser destruído senão juntamente com o próprio corpo” – Espinosa, Ética V, prop. 20

Claro que não estamos falando da constância monótona do sacerdote, do recluso, do penitente, do ermitão, daquele que se fechou para este mundo e esta existência, esperando avidamente pelo apocalipse. Claro, para este homem impotente tudo fica constante, mas também pequeno, chato, monótono, infeliz. Grande coisa! À fixidez dos covardes nós opomos o vigor do sábio que tudo vê com calma, serenidade, mas em produção e construção contínua! Inclusive é capaz de ver estas mesmas características na criação divina. Mas não uma produção desenfreada e inconsequente. O sábio vê que há consistência na constante criação divina, que jamais se afasta de si mesma, e chama este conhecimento de Intuitivo pois abarca o todo de uma só vez.

Pela constância, aprende-se a amar o todo, o conjunto. Este é o amor para com Deus, que, diz Espinosa, não pode ser maculado por nada, permanece constante e só morre com o fim do corpo e da consciência. Mas algo se mantém, algo sempre se mantém na imanência divina, seu movimento não é abalado pelo fim de nossa existência e aquilo que apreendemos dela permanece em sua potência absolutamente infinita. Este algo é a constância com que Deus cria em si mesmo através de suas causas e efeitos, eternamente.

De onde vem a serenidade do sábio afinal? É pura e simplesmente a capacidade de regular os afetos! Simples e difícil como uma montanha a ser escalada passo a passo. Não poderia ser de outra maneira, o sábio encontra constância no mundo e em si mesmo ao mesmo tempo. Encontrar a razão, a medida, para as forças que o atravessam é a sua maneira de encontrar uma maneira de manter as proporções de movimento e repouso que o constituem.

O equilibrista é um sábio espinosista e se mantém estável, do começo ao fim de sua travessia porque aprendeu a se relacionar intimamente com a corda aos seus pés, com a vara em suas mãos, com o vento: tudo se torna um. O equilibrista é um mestre da constância, mas ele não faz isso espontaneamente, é necessário muito treino, muita prática. Cada passo é um desafio novo. Como equilibrar-se atravessando de um prédio à outro? Ora, ele conversa com tudo ao seu redor neste momento e todo o seu corpo é um esforço para permanecer em pé. Nada pode abalá-lo!

O piloto de corrida é um mestre da constância também, porque nunca sai da pista, mesmo nas condições mais adversas. A estabilidade do piloto está em manter, mesmo em alta velocidade, uma relação de movimento e repouso com a pista que mantém sua travessia. A aderência e o desgaste do pneu, o atrito que diminui com um percurso molhado, a quantidade de gasolina e a relação com o peso e potência do carro, a dor nos braços, nas pernas. Como o carro se mantém constantemente na pista? Por que ele não derrapa? Por que ele não bate? A resposta é inesperada, mas real, o piloto é um sábio espinosista!

O vulgar vive na precariedade, o ignorante vive oscilando de lá pra cá, o néscio nunca consegue decidir-se…. claro, qual é a potência deles para regularem os afetos? Nenhuma, e ainda confundem sua inconstância com liberdade. Pobres coitados! Isso é especialmente válido nos dias atuais, quando as forças que nos arrastam parecem ainda maiores. É um ato de coragem ser constante nos tempo de hoje! O Sábio encontra vigor na imanência de todas as coisas em Deus, há uma linha que tudo atravessa e liga. Por isso, apenas ele é capaz de viver em pleno contentamento e serenidade, pois pode ser firme consigo mesmo e ao mesmo tempo amoroso e compreensivo com os outros, sua constância inabalável é a sua singela maneira de tocar a eternidade.

A mente humana não pode ser inteiramente destruída juntamente com o corpo: dela permanece algo, que é eterno” – Espinosa, Ética V, prop. 23

Escrito por Rafael Trindade

"Artesão de mim, habito a superfície da pele" Atendimento Psicológico São Paulo - SP Contato: (11) 99113-3664

11 comentários

  1. Sinto muito caro filósofo, mas você está equivocado no seu pensar filosófico de Spinosa, leia Nietzsche….fique sem sabedoria , o conhecimento não traz salvação.

    grato
    Rodolfo

    Curtir

    1. Olá Rodolfo. Não acho que o autor pensa como Espinosa, mas, antes disso, está nos trazendo uma lente para que possamos olhar o mundo com o olhar spinozista. Só isso. Talvez a lente de Nietzsche seja mais interessante, em muitos aspectos. Mas não se trata de certo e errado. Só um visão de mundo. Uma narrativa.

      Curtir

  2. Se estamos fadados ao condicionamento fruto donde estamos, não há perspectiva possível fora desse universo. A sabedoria, é apenas mais uma ilusão. O caos é a constante, que a razão “tenta” organizar a partir de si mesma, para seu melhor entendimento. Mas, camaradas… …não existe sábio, não existe professor, não existe mestre. É você e o caminho no espaço-tempo da vida. Não sei dizer se ser consciente acrescenta algo ou alguma coisa, se não o sofrimento de prometeu. Para alguns, não tem a menor importância, outros precisam compreender. Algo que deve ser fruto de alguma carência, pois de fato, parece ser uma necessidade.

    Curtir

Comente aqui!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s