Não há conservadorismo frente à própria morte.”

Leitura:

Rafael Lauro

Join the discussion 5 Comments

  • Foto de perfil Eliel Carvalho Ferreira disse:

    Meus amigos, me entristece toda vez que vocês negligenciam a história e fazemos um trabalho tão bonito. Na segunda grande guerra, a França não se entregou passiva e nem pacificamente aos alemães. Foi uma rendição histórica porque o exército alemão estava dividido em duas frentes. Ao norte, contando com três divisões blindadas estava o grupo chamado de Exércitos B, comandado por Von Bock, que pretendia invadir a Bélgica e atrair as forças do Reino Unido e francesas para um combate. Ao sul, estava o Grupo de Exércitos A, com impressionantes 37 divisões, sendo 07 blindadas e 03 de infantaria motorizada sendo a principal força alemã, que avançou nas Ardenas e rompeu a linha francesa no rio Meuse já começando a romper também as linhas do norte e dividindo a Força Expedicionária Britânica e o exército francês. Em seguida tanques alemães invadem Paris passando pelo arco do triunfo. Foi o troféu de Hitler depois da humilhação que a França impôs sobre a derrota da Alemanha na primeira guerra mundial. Esse é o meu recado: a rendição da França não foi passiva, então não sejam levianos e respeitem o trabalho dos historiadores. Não é a primeira vez que vocês dão essa mancada.

    • Rafael Lauro Rafael Lauro disse:

      Talvez não tenha ficado claro por ter sido exposto de forma informal durante a conversa. Mas, não estávamos falando de rendição, mas do governo de Vichy, que, como você deve concordar, é uma página bastante triste da história da frança.

      Obrigado pela crítica!
      Abraços!

      • Foto de perfil Eliel Carvalho Ferreira disse:

        Nesse ponto concordamos. Mas eu tenho algumas ressalvas porque o regime do general francês de Pétain se manteve instalado em Vichy como governo nominal da França, mas tornou-se um Estado Cliente da Alemanha Nazista em meados de Novembro de 1942. Sim, sabemos que foi um governo que manteve-se apenas nominalmente e ficou no papel até o final da guerra, mas perdeu toda sua autoridade em 1944, ano em que os aliados começaram a libertar a França efetivamente.

        Minha primeira ressalva é que Petrain, embora tenha se tornado autoritário perseguindo judeus e comunistas, mas ele também ficou refém do nazismo por conta de seus 02 milhões de soldados franceses que eram então prisioneiros forçados a realizar trabalho forçado. O governo de Vichy nunca se aliou ao eixo por vontade inequívoca, mas pela fragilidade militar ao Sul e ao Norte.

        Minha segunda ressaltava é sobre o povo francês incluindo os militares da infantaria que permaneciam em intensa batalha em outras regiões. Inicialmente, apoiaram o governo apesar da sua natureza antidemocrática e das difíceis decisões em relação aos alemães. Talvez esse apoio radical tenha sido visto como necessário para manter o grau de autonomia francesa e integridade territorial.

        Eu fiquei incomodado porque não me lembro agora quem disse, mas a frase foi solta usando o exemplo francês fora de contexto. Mas tudo bem, quero deixar claro que as aulas de filosofia no podcast de vocês são as melhores. Não conheço outras pessoas que fazem um trabalho tão preocupado com o conhecimento filosófico como vocês fazem, seus bando de nietzscheanos. Obrigado meus amigos, belíssimo final de semana pra nós.

        • Foto de perfil Eliel Carvalho Ferreira disse:

          Perdoem minha redundância no segundo parágrafo. Só notei depois que já tinha mandado. Estou começando a nietzschear com vocês…

Deixe um Comentário