O sábio carrega consigo três noções comuns: coerência, constância e conveniência. Para fins didáticos começaremos pela coerência, passaremos pela constância e chegaremos na conveniência. Mas os três se desenvolvem juntos, passo a passo, conforme a potência de pensar e de agir aumenta. Tudo começa de modo confuso, mas termina na mais absoluta beatitude do sábio espinosista.

Embora os corpos humanos estejam em concordância sob muitos aspectos, diferem, entretanto, sob muitos mais. Por isso, o que a um parece bom, a outro parece mau; o que a um parece ordenado, a outro parece confuso; o que a um é agradável, a outro é desagradável” – Espinosa, Ética I, Apêndice

Espinosa nos fala do Sábio, que encontra coerência onde os outros não encontram. Claro, diríamos, o mundo é muito confuso mesmo, por isso dizem com tanta frequência “cada cabeça uma sentença“, porque as pessoas não encontram as noções básicas que comunicam de modo claro e distinto como as coisas se relacionam entre si. Desta maneira, cada um vai vivendo em seu mundinho, sem notar o outro.

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A crítica de Espinosa é simples: as pessoas não buscam coerência. Pelo contrário, cada um traça uma linha onde diz, aqui já não me pertence, tanto faz. A cada um basta dizer “esta é a minha opinião“, e deixar como está. Todas estas concepções que o homem vulgar usa para entender a realidade não passam de ficções de seu pensamento, um modo imaginativo e incompleto de explicar o mundo, não surpreende ele encontrar tanta incoerência pela existência afora.

Nada existe, na natureza das coisas, que seja contingente; em vez disso, tudo é determinado, pela necessidade da natureza divina, a existir e a operar de uma maneira definida” – Espinosa, Ética I, prop 29

Tudo é determinado a existir e operar de maneira distinta, diz Espinosa. Ou seja, dito da maneira o mais clara possível: a incoerência é nossa impotência para entender o mundo, e não podemos expandir nossa incapacidade para o universo inteiro! A virtude da Razão será portanto a de compreender, de encontrar a coerência entre as partes, a maneira com a qual elas se comunicam umas com as outras. A noção comum é o conhecimento daquilo que compartilhamos, e que, portanto, somos capazes de comunicar uns aos outros.

Existem certas idéias ou noções comuns a todos os homens. Com efeito, todos os corpos estão em concordância quanto a certos elementos, os quais devem ser percebidos por todos adequadamente, ou seja, clara e distintamente” – Espinosa, Ética II, prop. 38, cor

Uma das acusações preferidas dos ignorantes é dizer que o que o outro está dizendo não faz sentido, é incoerente. Será isso ou os ouvidos do acusador é que estão fechados? Seu entendimento é limitado, sua capacidade de pensar (e consequentemente, de agir) está reduzida ao mínimo. O ignorante, o estulto, possui uma coleção de quatro ou cinco mandamentos que carrega consigo de um lado para o outro, incapaz de adicionar ou reconhecer qualquer outra informação. Repete seus mandamentos como mantras e não consegue entender nada para além disso, seu entendimento está fechado para o diferente, para o novo, para tudo que o contradiga. “Não me tragam novas evidências que desmintam a maneira como eu vejo o mundo“, ele dirá! pois não quer ampliar seu pensamento…

O esforço por compreender é o primeiro e único fundamento da virtude” – Espinosa, Ética IV, prop 26, dem

Mas como seria possível fazer as coisas convirem conosco sem o entendimento delas? Coerência, constância e conveniência são o tripé que sustenta a sabedoria espinosista, as três são essenciais, logo, o homem comum precisará sair de sua zona de segurança e encontrar a coerência naquilo que preferia não encarar.

É assim que Espinosa expõe no tratado de correção do intelecto:

I. Conhecer exatamente a nossa natureza, que desejamos aperfeiçoar, e, ao mesmo tempo, saber da natureza das coisas tanto quanto for necessário;
II. Daí deduzir corretamente as diferenças, concordâncias e oposições das coisas;
III. Conceber corretamente o que podem sofrer ou não;
IV. Conferir isso com a natureza e a potência do homem. Assim, aparecerá facilmente a suma perfeição a que o homem pode chegar” – Espinosa, Tratado de Correção do Intelecto

Sem conhecer exatamente nossa natureza, sem deduzir corretamente as diferenças, sem conceber corretamente o que podemos sofre ou não, jamais encontraremos a suma perfeição a que podemos chegar. Mas por onde começar? Há um caminho seguro que podemos traçar para não nos perdermos nesta jornada? Com certeza, e Espinosa começa da maneira o mais lenta possível, como que nos levando pela mão.

“Lema 1. Os corpos se distinguem entre si pelo movimento e pelo repouso, pela velocidade e pela lentidão
Lema 2. Todos os corpos estão em concordância quanto a certos elementos.
Lema 3. Um corpo, em movimento ou em repouso, deve ter sido determinado ao movimento ou ao repouso por um outro, o qual, por sua vez, foi também determinado ao movimento ou ao repouso por um outro, e este último, novamente, por um outro e, assim, sucessivamente, até o infinito” – Espinosa, Ética II

Ou seja, a primeira constatação do filósofo holandês é simplesmente que os corpos se comunicam entre si, entrando em relações de concordância ou discordância. Há movimento, há conjunções e disjunções, associações e desassociações, somas e subtrações. É tudo como uma dança, como uma partitura formando acordes e melodias. O conhecimento do mundo, nossa capacidade de encontrar coerência nele, está diretamente relacionado com a nossa capacidade de apreender suas afecções, a maneira como as coisas exteriores nos afetam, fazendo-nos passar de uma perfeição maior para uma menor ou de uma menor para uma maior (veja aqui).

Quanto menos conhecemos, diz Espinosa, tanto menos temos a capacidade de encontrar as relações de causa e efeito entre os corpos, não entendendo como eles comunicas as suas relações de movimento e repouso. Mas o erro não está na natureza, está em nós, que não somos capazes de encontrar estas articulações. Já dissemos, somos seres limitados e finitos por natureza, não deve nos surpreender não sermos capazes de algo.

Mas Espinosa parte do princípio de que todos os corpos são parte da mesma natureza, sendo assim, podem ser compreendidos como graus de potência de uma mesma e única substância que ao se expressar interage com tudo à sua volta. Tudo é natureza, então tudo possui uma medida, uma ratio, uma razão, uma maneira de afetar e ser afetada. O percurso escolhido por Espinosa continua firme: tudo entra em relação, tudo se comunica, logo, tudo deve ter uma coerência que se expressa nessa comunicação.

Percebem como estamos caminhando lentamente? Mesmo assim, as explicações supersticiosas ainda são as mais prováveis nesse momento. O finalismo bate na porta e entra sem ser chamado! É a nossa incapacidade de explicar as relações de movimento e repouso entre as partes que nos faz colocar as causas no futuro, no ponto de chegada. As explicações religiosas todas seguem nesse sentido. “Faça tal coisa para ir para o céu“, “faça tal coisa para ter um mundo melhor“, “faça tal coisa para seus pais e a nação se orgulharem de você“.

Espinosa segue em outro sentido, para ele a explicação finalista não faz sentido. Nosso organismo passa por relações de concordância entre suas partes em relação, apenas isso. Cada parte comunica às outras seu funcionamento, influenciando e promovendo mudanças nas outras. O conatus é basicamente um complexo de relações comunicantes que se esforçam para permanecem em proporção. Todo indivíduo é composto por muitos corpos, estes corpos precisam estar em coerência entre si, para se manterem unidos. Não para fazer alguma coisa, mas simplesmente pela capacidade de manter esta proporção.

O corpo é um grau singular de potência, porque o resultado da soma de seus componentes é maior que eles separadamente: há uma relação que multiplica o número de possibilidades. Por isso é tão difícil entender o ser humano, e quando procuramos explicar porque ele age de determinada maneira não encontramos as respostas. Somos complexos, somos feitos de muitas dobras. Mas estas relações são coerentes, mesmo que não as captemos conscientemente tudo que se passa. O corpo é maior que nossa capacidade de entendê-lo, mas isso não significa que ele é incoerente. Há mais mistérios entre a consciência e o corpo do que sonha nossa vã filosofia. O sábio espinosista sabe disso, e sempre se esforça para compreender o quanto for possível.

Podemos dar exemplos: se os olhos informam um perigo à frente, o coração passa a bombear mais sangue para os músculos, a suprarrenal libera adrenalina, as pupilas se dilatam, a respiração capta mais oxigênio e assim por diante, o corpo começa a suar. As partes do corpo se comunicar o tempo todo, cada parte está em relação direta com as outras. Elas se afirmam, até seu limite, por isso não há contradição interna e pulsão de morte. Nada de força de retorno para o inorgânico. Somos pura potência de afirmação através das relações de coerência e comunicação que estabelecemos.

Muito bem, através do aumento de sua capacidade de pensar e conhecer, o Sábio espinosista encontra a maneira pela qual as coisas se comunicam umas com as outras, suas razões, suas proporções. Isso torna o Sábio mais capaz de entender e se relacionar com o mundo à sua volta. Através da comunicação dos corpos, passa a existir coerência. Não é lindo? A coerência faz com que seu conhecimento adquira consistência, ou seja, algo permanece constante, algo sempre faz sentido. Quanto maior a capacidade de se comunicar de um indivíduo, maior é o seu grau de complexidade e portanto maior é a sua capacidade de afetar e de ser afetado. O Sábio sabe como agir porque sabe como as coisas funcionam.

Mais conatus = mais potência = mais próximo de Deus

– John Mortono

O homem que se conduz pela razão é mais livre na sociedade civil, onde vive de acordo com as leis comuns, do que na solidão, onde obedece apenas a si mesmo” – Espinosa, Ética IV, prop. 73

É comum pensar no Sábio como uma pessoa isolada de todos, em sua torre de marfim, lendo, meditando, qualquer coisa distante que seja. Mas não é assim com Espinosa! Não há potência alguma em se fechar e não se comunicar com ninguém! Um dos motivos da servidão humana é exatamente este estado de isolamento em que somos colocados e não conseguimos escapar. A servidão é o maior inimigo do Sábio, porque ele quer ser o mais livre possível.

As forças exteriores podem dificultar um corpo de se conhecer corretamente. Uma sociedade pode limitar o conhecimento de si próprio, impondo certas relações que impedem um corpo de se desenvolver e encontrar relações de coerência que estão dentro das suas capacidades de afetar e ser afetado. É aqui o ponto que precisamos combater se quisermos sair da ignorância e nos tornarmos sábios.

Vivemos em estado de servidão porque existem forças que extrapolam nosso organismo e nos colocam uns contra os outros e nós contra nós mesmos. Estas forças nos constrangem e quase sempre nos impelem a procurar simplesmente pelos meios de sobrevivência, o básico do básico. Mas isso não é uma lei da natureza, dirá Espinosa, lutar para sobreviver é pouco! Através das relações de coerência nós somos capazes de encontrar outros modos de vida. Se somos capazes de juntar nossas forças, de fazê-las se comunicarem entre si, então somos capazes de criar um conjunto mais potente. É a força de associação! Assim como as partes do nosso corpo se unem e formam um todo maior, ao nos unirmos somos capazes de formar um todo maior também. É o fim da guerra de todos contra todos, como afirmou Hobbes, e o início da Ajuda Mútua, como preconizou Kropotkin.

Queremos sair do estado de isolamento, onde tudo é incoerente e nenhuma das partes se comunicam. Por isso a coerência é uma virtude essencial, ela nos conecta uns aos outros! Ao fazer coerência passamos a nos comunicar! A mesma relação de movimento e repouso que se dá entre as partes do corpo também se dá entre os membros de uma comunidade. Por isso o sábio faz uso destas mesmas noções comuns para fundamentar suas relações na comunidade. O que ele faz? Ora, simplesmente procura pelas relações de coerência, conveniência e constância em sua relações com os outros. Simples assim. A vida virtuosa não se dá no isolamento e no fechamento, quando toda a comunicação se perde. O sábio procura por outros com quem possa se relacionar, de modo a se juntar e tornar-se mais potente. Os indivíduos se tornam mais fortes quando aprendem a se relacionarem entre si. Não é à toa que hoje um dos mecanismo de poder mais frequentes é a constante individualização da vida.

Coerência e comunicação é: 1) perceber que aquilo que nos é bom e útil tende a aumentar a sua relação conosco, 2) fazer com que nos tornemos mais próximos, mais comunicantes, mais unidos. A coerência desta relação se expressa em um aumento da capacidade de afetar e ser afetado e portanto num aumento da constância e da conveniência. Essa retroalimentação através dos afetos ativos é o que nos aproxima uns dos outros e nos puxa, a todos sem exceção, para fora do buraco da servidão. Para Espinosa, não há salvação sozinho, é sempre uma salvação conjunta.

Quem se esforça por conduzir os outros de acordo com a razão não age por impulso, mas humana e benignamente, e é inteiramente coerente consigo mesmo” – Espinosa, Ética IV, prop. 37, esc

O que Espinosa está dizendo é que são possíveis inúmeras maneiras de viver, então precisamos entender e atuar para a melhor comunicação possível entre essas forças. Mas já dissemos, somos seres limitados, nem sempre isso será possível, nem sempre encontraremos a melhor correlação de forças. Mas o sábio nunca perde de vista que a coerência e comunicação aplicam-se sem exceção ao ser humano, para nosso planeta, ao sistema solar, enfim, para todo o universo: são noções comuns, vão do todo às partes, cada uma delas. Todo a existência se comunica e possui coerência, toda a existência está em harmonia. Podemos ouvir o som dos astros rodando pelas engrenagens do universo? O sábio pode…

Segundo exemplo: Encontramos o sábio tocando jazz em um bar noturno! Ele toca bateria nas horas vagas. A banda começa a tocar o tema, o saxofonista está empolgado, toca uma oitava acima, fazendo firulas e colocando notas de passagem. O baterista é um sábio espinosista: não é bobo, dobra a condução e ataca os pratos com veemência. Há comunicação! O saxofonista sorri, ele compreende! Seria incoerente tocar com vassourinha e ficar de canto, inexpressivo! Não, o baterista não é um mero metrônomo, ele quer ter parte na composição musical. Onde estão as partes? Como elas interagem? Quais os ritmos? Não queremos perder nada! O guitarrista está com ele! O trompetista escuta o som do bumbo enquanto improvisa! O baterista espinosista sabe que está junto dos demais músicos, na hora do improviso do baixo ele diminui a dinâmica, mal se contendo, ansioso para improvisar também. Há um equilíbrio de forças internas interligadas. A soma é maior que as partes.

É útil aos homens, acima de tudo, formarem associações e se ligarem por vínculos mais capazes de fazer de todos um só e, mais geralmente, é-lhes útil fazer tudo aquilo que contribui para consolidar as amizades” – Espinosa, Ética IV, Apêndice 12

O mesmo vale para a relação amorosa, quais os ritmos de cada um? Terceiro exemplo: são duas pessoas, três, várias? Ora, é tudo uma questão de comunicações. No fim das contas, não interessa se são homens, mulheres, cis, trans, só precisa haver coerência e comunicação entre as partes. Espinosa seria um bom terapeuta de casais? Talvez… ele perguntaria: Como a comunicação destas forças e afetos acontece? Quais forças escapam? (Será que alguém entenderia?) Na experimentação é inevitável os maus encontros, mas as proporções se mantêm? É tão sem graça querer se encaixar em uma forma e dizer como as pessoas devem se relacionar, podemos mais que isso.

Quem compreende a si próprio e os seus afetos, clara e distintamente, ama a Deus; e tanto mais quanto mais compreende a si próprio e os seus afetos” – Espinosa, Ética V, prop 15

O sábio, o virtuoso, é aquele que mais se aproxima de deus, sobe pacientemente, degrau por degrau, mas nunca se cansa, pois se alimenta do próprio processo. Ou melhor, em vez de subir, podemos dizer que ele mergulha cada vez mais profundamente na imanência. A realidade é seu céu, o conhecimento é sua salvação. Eis a beatitude! O sábio aprende a ter parte no mundo, agir ativamente para entrar em relação com ele, sabendo que certas partes lhe convém, fazem sentido, e outras não, às quais aprenderá a se relacionar ou manter distância. O sábio aumenta sua aptidão para a pluralidade simultânea (plura simul) de afetos de si mesmo e do mundo através destes múltiplos encontro que realiza.

A construção desta singularidade se dá através das relações de coerência entre as partes de um organismo que se comunicam umas com as outras. O sábio busca aumentar as suas relações com aquilo que lhe é útil. Procura coerência nas suas relações, evitando cair em situações de impotência, onde realiza maus encontros sem fim. As relações necessitam de coerência, e esta coerência só se faz na comunicação proporcional de suas partes.

Desta coerência encontramos uma constância, algo que se mantém, já a vimos individualmente como conatus, mas o conatus é apenas um modo da substância divina, ou seja: o finito no infinito. Por isso, através da coerência, constância e conveniência somos capazes de dar um passo além! Deixamos a tolice para trás e encontramos a sabedoria.

Quanto mais coisas a mente compreende por meio do segundo e do terceiro gêneros de conhecimento, tanto menos ela padece dos afetos que são maus, e tanto menos teme a morte” – Espinosa, Ética V, prop 38

Sabemos que não é possível conhecer a natureza em todas as suas partes, porque somos seres limitados, mas a razão se esforça para conhecê-la e entendê-la. O sábio procura incansavelmente por coerência, tentando entender como as partes, aparentemente tão heterogêneas, díspares, se comunicam entre si. Através deste esforço contínuo, percebe como cada coisa tem sua maneira de funcionar, suas velocidades e repousos. Espinosa busca, através da Razão, ajustá-las de maneira não contraditória. Tudo é parte de um todo, onde as partes se comunicam. Nunca a salvação esteve tão à mão e ao mesmo tempo foi tão difícil.

Escrito por Rafael Trindade

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9 comentários

  1. Quando conheci o Espinoza, quase fiquei paranoico tentando buscar as relações entre as coisas, de certa forma foi difícil abandonar a ideia de que, primeiro é impossível para mim conhecer todas as causas dos efeitos que eu tenho consciência e, segundo que mesmo se conhecesse talvez eu não conseguiria compreender.

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  2. Será que Arthur Conan Doyle leu Espinoza para escrever Sherlock Holmes? Porque acredito que o sábio espinosano busca descobrir a coerência entre as relações assim com o detetive busca relação as relações entres as pistas para solucionar os casos. Além disso será que há alguma relação entre a obra de Espinoza e o pensamento de Freud? Abraço muito bom texto.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Tem um capítulo do livro “Espinosa e outros hereges” que fala da relação entre Freud e Espinosa. Não li, mas deve ser ótimo.

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