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gratuito e independente

em Filosofia.

Para nós, a filosofia é um modo de vida. Se a vida se apresenta como uma exigência de adequação, respondemos com uma postura inadequada – uma impostura, talvez.
Há alguns anos atrás, escolhemos a escrita como maneira de nos posicionar. O que não imaginávamos é que isso nos traria até aqui. Este site, pleno em suas capacidades, é a nossa mais sincera criação.

Fundamentos

Tratado de Imanência

Nossa religião é a deste mundo, nossa salvação é viver. O único pecado é deixar-se reger por algo de fora, a única condenação é tornar-se moralista.

Micropolítica

Nosso caminho é o da autosuficiência e da autarquia, multiplicação das liberdades com autonomia interdependente, sem autoridades nem autorizadores.

Ética da Doçura

Toda doçura é uma maneira de construir a si mesmo sem destruir o outro; toda ética é o privilégio de se dividir e admirar um mundo múltiplo. Ética da Doçura, o equilíbrio essencial entre o rígido e o plástico.

Por que uma Razão Inadequada?

No início não era o verbo, era a suspeita. Tudo começa com a sensação de que alguma coisa está errada, fora do lugar, como se as peças não se encaixassem como deveriam. Desta sensação vem o verbo, um desvio, um clinâmen, um limite, uma inclinação, uma ação. Razão Inadequada não é mera didática, muito menos uma adjetivação vã, exibicionista; é um projeto, naquilo que o seu sentido etimológico tem de mais interessante: a filosofia nos impulsiona e nos arremessa para fora do campo fechado em direção ao horizonte aberto.

Primeiro, Razão, porque temos um corpo, razão porque este corpo tem medidas, excessos, limites, linhas e capacidades. O que pode este corpo? Não partimos do nada, não partimos do vazio, há sempre um corpo esgotado ou excitado, potente ou impotente, intersecções de fluxos em movimento perpétuo. Quais são estas medidas? Quais são os encontros possíveis? Não há outro ponto de partida para nós. Qualificar a razão não é desprezá-la, não somos relativistas, não estamos no campo do tanto faz. Não é festa nem relativismo. Todo movimento obedece a determinadas proporções, e nós temos as nossas! Se, em composição com o mundo, encontramos medidas demasiadamente apertadas, tudo que podemos fazer é recriá-las. Tal qual o ferreiro, aproveitamos o ouro velho na forja de uma nova armadura e espada.

Segundo, Inadequada, porque não fazemos parte do coro dos contentes, inadequada porque acomodação e obediência não fazem parte do nosso repertório. Questionamos as tristezas. Nossos sonhos são outros. Nossos corpos protestam, pois não foram devidamente formatados às expectativas alheias. Não estamos esperando. Procuramos outros caminhos, ansiamos por outros modos de vida. Estado e Capital, aliados, estão longe de oferecer algo que queiramos, isso é fato. O cruzamento entre poder político e monetário nos soa como uma limitação mútua, dupla falta, onde predatismo e parasitismo foram levados a níveis um tanto tóxicos. Eis a inadequação, nossos movimentos são desordenados em relação a esta ordenação impotente.

Nosso pensamento está orientado para o presente. Estamos atentos! Resgatamos a filosofia das estantes empoeiradas porque nos interessa pensar diferentemente, viver de outra maneira. Para nós, a leitura não é um hábito saudável, mas um despertar cotidiano, necessário, potente. A filosofia é um risco certo, é a permissão que concedemos ao pensamento para que ele nos viole constantemente e leve a outros lugares. Não somos eruditos, somos estrangeiros! Se nos tornaram máquinas, então queremos devir filósofos, eis a nossa maior resistência. Se vivemos coagidos a agir irrefletidamente, se o constrangimento, hoje, é pela impulsividade instantânea do dizer sim a tudo, então só podemos concluir que pensar seja uma das coisas mais revolucionárias que podemos fazer em nossos tempos.

Estamos vivos, estamos espantados, por isso queremos pensar a vida, buscando a coalizão entre razão e afeto. Racionalistas vitais ou vitalistas racionais, chamem como quiser. Se somos inadequados é apenas porque sentimos que a vida foi rebaixada e isso nos apresenta ao maior resgate que podemos empreender – o próprio sentido intrínseco às nossas existências! Ora, se este movimento precisa de um nome, então Razão Inadequada é o melhor: antídoto contra o niilismo desesperado e passivo, tonificante da vontade de viver e criar. Aos insensatos, aos insubmissos e inadequados, que estas linhas os ajudem a criar seus próprios caminhos.

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Rafael Lauro

Autor

Desde que tenho notícia, Música e Filosofia são as linhas que tecem a minha vida. Há qualquer coisa de incontestável nesse fato. Se, por muitas vezes, o sentido foi  esvaziado, por mais vezes ainda me dei conta da bela consistência dessa malha tecida de afeto. É esse valoroso retorno que me torna capaz de seguir pensando, escrevendo, ouvindo e tocando.

Rafael Trindade

Autor

A psicologia nunca foi o bastante para mim, sempre foi necessário misturá-la com a filosofia e a arte. Associando de maneira muito próxima e produtiva razão e a emoção, a ponto de torná-las indistinguíveis. Quero fazer da vida o ofício de esculpir a mim mesmo, traçar um mapa de afetos possíveis. Tudo muito lentamente, mas com determinação, habitando a superfície da pele.

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